PEDRA DO SAL: O resgate da memória africana em um dos berços do samba

PEDRA DO SAL: O resgate da memória africana em um dos berços do samba

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As manifestações culturais de matriz africana, como o samba, vêm sendo
atualmente cada vez mais inseridas na cidade por meio de um intenso movimento de
resgate da cultura popular, como as rodas de samba que acontecem na Pedra do
Sal, que retomam um lugar da cidade tradicionalmente negro e vinculado ao samba.
É inegável, contudo, que as manifestações da cultura negra sejam um reflexo dos
gostos nos dias de hoje. A aproximação entre essa região que historicamente é
negra e afrobrasileira e seus admiradores é notório. É a partir do resgate do
passado, do antigo através da busca por compositores de gerações anteriores que
novos músicos recriam gêneros musicais tradicionais. Através de práticas,
representações, expressões artísticas e da profissionalização constroem as suas
identidades de sambistas. Os consumidores criam um espaço para interação,
sociabilidade e mantém relações sociais. Esse público consumidor recria a figura de
um novo malandro através da manutenção de alguns itens tradicionais na
vestimenta desse personagem e também pela troca e acréscimo de outros. Os
consumidores das rodas de samba da Pedra do Sal criam uma identidade coletiva
por possuírem algumas práticas e valores em comum.

É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.

É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.

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O funk carioca, desde a década de 90, sofre em vários momentos uma forte campanha de
criminalização por parte da mídia, do Estado e de alguns setores da sociedade, e vem sendo
tratado como um problema de segurança pública e não como uma manifestação cultural digna
de livre expressão. Este trabalho objetiva abordar como se deu as diferentes formas de
criminalização do funk carioca a partir nos anos 90 até os dias atuais, com base nas ações do
poder público e da grande mídia apresentando as consequências oriundas da conduta destes
agentes no próprio movimento funk. Em virtude desta marginalização este gênero musical a
todo o momento teve que procurar meios para se defender e permanecer atuante no cenário
cultural. E principalmente esta criminalização do funk, acaba interferindo no pleno exercício
dos direitos culturais desta manifestação, uma vez que algumas ações por parte do Estado
coíbem e dificultam a realização dos bailes em determinados locais e, ainda, tornam crime
uma das vertentes do funk, os chamados “proibidões”, acarretando até em prisões de MCs. E
mesmo depois de ser considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro, o funk
ainda não é discutido como um caso de cultura, mas sim como um caso de polícia.

Gabriel, O Mediador: o rapper como elemento de ligação

Gabriel, O Mediador: o rapper como elemento de ligação

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Este trabalho pretende mostrar de que maneira o artista Gabriel, o Pensador, rapper branco e
de classe média, a partir do engajamento no movimento hip hop e suas questões políticosócio-culturais,
confirmou seu papel de mediador entre morro e asfalto e conseguiu propagar
os ideais dessa cultura para além das fronteiras da periferia. Partiu-se da exposição da história
do hip hop, de sua abrangência, de seu impacto na sociedade, e de como isso influenciou o
estilo eclético e peculiar do compositor. Outro ponto relevante para entender sua função como
elemento de ligação entre grupos distintos foi a verificação da combinação de estratégias de
divulgação utilizada para ampliar seu âmbito de atuação. Este grupo de estratégias incluiu a
mescla de ritmos representantes das várias regiões brasileiras ao rap, e as diversas
homenagens a compositores consagrados, com a inserção de trechos de suas músicas em seus
raps, atitudes que lhe renderam a conquista de fãs de fora da comunidade rap/hip hop.
Finalmente, foi promovido o confronto da obra e da postura política de Gabriel com conceitos
como globalização, cultura, identidade, entre-lugar e mediação, como embasamento teórico
da hipótese pesquisada, por serem conceitos pertinentes e afinados com suas letras e atitudes.

TECNOBREGA: uma análise da música brega Paraense a partir dos anos 1980

TECNOBREGA: uma análise da música brega Paraense a partir dos anos 1980

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Este trabalho teve como objetivo abordar os aspectos da dita “cultura brega” possivelmente
presentes no Tecnobrega, gênero musical surgido na cidade de Belém, Estado do
Pará, por volta dos anos 2000, que consiste na fusão da música eletrônica com a tradicional
música “brega” produzida nessa região por volta da década de 1980. Este estilo musical criou
novas formas de produção e de distribuição, nascendo distante das grandes gravadoras e dos
veículos de comunicação de massa, difundindo-se por canais independentes para todo o Brasil,
fazendo com que o mercado do Tecnobrega se tornasse uma importante referência para o
mundo da produção de bens culturais. Discuto o seu conceito e estrutura, baseando-me em sua
trajetória histórica, assim como em seu contexto social e cultural. Para tanto, utilizei parâmetros
advindos do campo da própria musicologia mas, também, dos estudos da moda, a fim de
delimitar o “brega” como um conceito para que o mesmo pudesse ser utilizado neste estudo.
Com esse trabalho, pretendo ampliar as discussões acerca desse tema, que tem despertado
cada vez mais a atenção da academia e da mídia.

Produção musical (in)dependente – Um estudo sobre o Rock Contemporâneo

Produção musical (in)dependente – Um estudo sobre o Rock Contemporâneo

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O presente trabalho busca entender o conceito de cadeia produtiva da música,
com foco na produção independente e ênfase no segmento de rock. O trabalho irá
analisar o mercado da música e da produção independente como um todo, desde a crise
da indústria musical a partir dos anos 2000, sua modernização com a inserção das novas
tecnologias, o surgimento e a força das gravadoras e artistas independentes no cenário
atual, suas diferentes formas de atuação, as etapas de pré, produção e pós produção, e o
surgimento de uma rede de festivais independentes. Pretende-se criar uma relação de
todos esses fatores com o panorama da produção independente na cidade de Niterói, Rio
de Janeiro.

O som que Deus criou: análise de distribuição e consumo de música gospel na sociedade evangélica

O som que Deus criou: análise de distribuição e consumo de música gospel na sociedade evangélica

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O trabalho analisa a distribuição e consumo de música gospel, o crescimento do
mercado gospel tanto financeiramente e quanto culturalmente, a importância do produtor
cultural no mercado evangélico e faz refletir a importância que o segmento gospel tem para o
mercado de trabalho do produtor cultural.
A justificativa para voltar à atenção do produtor cultural para este segmento vem da
crescente demanda por profissionais do setor, que deveria acompanhar o crescimento do
mercado consumidor gospel nos últimos dez anos.
O objetivo principal do estudo é como um fenômeno cultural que surgiu nas igrejas e
na fé, pode se tornar mercado de trabalho para profissionais de produção cultural. Em
contraponto, o trabalho mostra a dificuldade de aceitação dos dois lados, evangélicos e
produtores não evangélicos, e como é complicado mudar hábitos até mesmo em meios
acadêmicos.
O trabalho conceitua o que é o segmento gospel sob o ponto de vista sociológico e
religioso, analisa a criação, distribuição e consumo do gospel evangélico, entrevista
produtores musicais e culturais e mostra o que pode ser feito para que um produtor cultural
fora desta área de atuação tenha sua atenção voltada para este mercado.
Ficou claro que o mercado consumidor cresce a cada dia, necessita de profissionais
qualificados, poderia fazer parte de currículos acadêmicos específicos, e precisa superar
preconceitos de ambas as partes (mercado e produtores), para se adequar à realidade do
segmento gospel que já ocupa um lugar muito mais do significativo no mercado fonográfico.

Music Branding. Estratégias musicais no meio empresarial

Music Branding. Estratégias musicais no meio empresarial

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O objetivo geral do trabalho é apresentar o music branding e as estratégias possíveis que uma empresa que presta esse serviço pode desenvolver. Os objetivos específicos são: entender o que é o música, bem como sua importância e funções; atentar para a evolução do modo de escuta, do fonógrafo ao mp3; compreender a evolução e valor de marca; compreender o comportamento do atual consumidor; esclarecer o que é branding, assim como sua ramificação – o branding sensorial; compreender a importância do music branding; classificar as estratégias possíveis; relatar exemplos de empresas que utilizam música estrategicamente como forma de comunicação e, por fim, analisar minha experiência na Radio Ibiza, uma das maiores empresas de music branding do pais.

A Nova MPB e os caminhos de profissionalização a partir do blog A Musicoteca

A Nova MPB e os caminhos de profissionalização a partir do blog A Musicoteca

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O uso intensivo da internet gerou fortes mudanças no modo de pensar e agir das pessoas, resignificando a lógica do consumo musical e do mercado de modo geral. O objetivo deste estudo é identificar e analisar as mudanças na cadeia produtiva da nova geração musical autoral brasileira, procurando entender como esta geração constrói sua carreira sem estar vinculada às grandes gravadoras.

O processo de consolidação do mercado fonográfico infantil no Brasil dos anos 80.

O processo de consolidação do mercado fonográfico infantil no Brasil dos anos 80.

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Esta monografia busca analisar as coproduções musicais e televisivas do universo infantil durante a década de 1980, destacando a parceria entre a televisão brasileira e a indústria fonográfica, buscando perceber como o mercado da música neste nicho foi consolidado, fazendo um estudo de caso dos mais emblemáticos.

“EU ABRO MEU PEITO E CANTO AMOR POR VOCÊ”

“EU ABRO MEU PEITO E CANTO AMOR POR VOCÊ”

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Uma análise sobre as identidades periféricas ativadas no contexto musical da Obra do artista Arlindo Cruz no DVD Batuques do Meu Lugar.