É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.

Tema:
É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.
Autor:
Tainá Barbosa Santiago
Orientador:
Profª. Drª. Simone Pereira de Sá
Instituição:
UFF
Ano:
2013

 

Resumo

O funk carioca, desde a década de 90, sofre em vários momentos uma forte campanha de criminalização por parte da mídia, do Estado e de alguns setores da sociedade, e vem sendo tratado como um problema de segurança pública e não como uma manifestação cultural digna de livre expressão. Este trabalho objetiva abordar como se deu as diferentes formas de criminalização do funk carioca a partir nos anos 90 até os dias atuais, com base nas ações do poder público e da grande mídia apresentando as consequências oriundas da conduta destes agentes no próprio movimento funk. Em virtude desta marginalização este gênero musical a todo o momento teve que procurar meios para se defender e permanecer atuante no cenário cultural. E principalmente esta criminalização do funk, acaba interferindo no pleno exercício dos direitos culturais desta manifestação, uma vez que algumas ações por parte do Estado coíbem e dificultam a realização dos bailes em determinados locais e, ainda, tornam crime uma das vertentes do funk, os chamados “proibidões”, acarretando até em prisões de MCs. E mesmo depois de ser considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro, o funk ainda não é discutido como um caso de cultura, mas sim como um caso de polícia.