Arte e valor: considerações sobre o objeto de arte como mercadoria

Arte e valor: considerações sobre o objeto de arte como mercadoria

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Ao longo do século vinte, o campo das artes visuais sofreu inúmeras transformações
tanto na maneira de se produzir e pensar o objeto artístico, quanto sua
comercialização e absorção por parte do público. O objeto de estudo deste trabalho
consiste na análise da criação artística em três períodos distintos, nos quais há um
estreitamento entre a concepção do produto artístico, pleno de simbolismo, e a
noção de mercadoria. O primeiro momento analisado discorre sobre a obra de
Marcel Duchamp, primordialmente, os readymades. Em um segundo instante, são
analisadas artistas e obras da década de 1960, partindo dos movimentos Pop Art e
Conceitualismo, período em que a barreira entre arte e vida é rompida. A última
etapa explorada é a arte feita sobretudo nos anos 1990 até os dias de hoje. Artistas,
como Damien Hirst e Ai Weiwei são citados como expoentes da visão produtivista e
globalizada do sistema de arte na contemporaneidade. Esse estudo ambiciona
avaliar a relação do artista e sua inserção em redes e instâncias de consagração,
juntamente com a manipulação econômica do objeto artístico como um signomercadoria.

Arte Contemporânea e Coletivos de Artistas. Apontamentos sobre ações do OPAVIVARÁ!

Arte Contemporânea e Coletivos de Artistas. Apontamentos sobre ações do OPAVIVARÁ!

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Nesta monografia de conclusão de curso, a arte contemporânea foi abordada na perspectiva de coletivos de artistas, suas relações com a cidade e com o público. Possíveis definições e configurações foram aqui apontadas para composição de grupos de artistas visuais no Brasil e especificamente na cidade do Rio de Janeiro, local importante no sistema de arte nacional e também cidade em que a pesquisadora reside. Um levantamento histórico de alguns coletivos foi feito sendo trazidas as experiências dos coletivos RRRadial, Atrocidades Maravilhosas e Imaginário Periférico, seguidas das duas séries de eventos fundamentais para a compreensão deste circuito – Zona Franca e Orlândia – também por serem espaços coletivos de experimentação de uma primeira geração de artistas deste século XXI. Em seguida, foram levantados alguns dados históricos sobre Grupo UM e Grupo PY, formado por artistas de uma geração posterior aos três primeiros coletivos estudados e que deram origem ao OPAVIVARÁ!, estudo de caso da pesquisa.

A pinhole como meio expressivo: um estudo sobre significâncias da corporeidade em fotografia

A pinhole como meio expressivo: um estudo sobre significâncias da corporeidade em fotografia

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A relação do corpo artista em fotografia pinhole é o objeto do estudo. Esse corpo se faz presente de forma física e mental nos processos artísticos elaborados e desenvolvidos pelos artistas, que tomam para si a técnica pinhole para trabalhos de arte que mesclam o conceito à sua artesanalidade. O artista confecciona a câmera com suas próprias mãos, e, para isso, realiza inúmeras escolhas e ressignifica objetos diversos. O conceito da obra acontece por meio da ideia que se traduz em gesto propulsor para a realização do processo artístico. A câmera como um organismo se torna parte do corpo artista sendo parte não dissociável da obra. A fotografia e câmera pinholes possuem características que jogam com a multiplicidade e o acaso como dados a serem observados e discutidos nos trabalhos dos artistas apresentados no decorrer do texto. Os artistas quando se utilizam de processos com a pinhole na arte contemporânea, podem ser inseridos no pensar do pós-modernismo, por ela ser uma técnica que – trazida de outro tempo – se transforma, re-configura e origina poéticas sem fim.

Nu e louco feito um quadro da Bienal – os horizontes prováveis das Bienais de São Paulo

Nu e louco feito um quadro da Bienal – os horizontes prováveis das Bienais de São Paulo

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A Bienal Internacional de São Paulo é um exemplo da complexidade de atuação de um produtor cultural e dos inúmeros fatores que influenciam a ocorrência de um evento. Ao mesmo tempo, um evento desse porte também pode influenciar a cadeia produtiva da arte, apresentando e introduzindo novas ideias que mudam, entre outros aspectos, linguagens artísticas e visões da sociedade. O presente trabalho traça uma genealogia das Bienais de São Paulo. No subsolo dessa análise estão a sociedade, a cultura, aspectos econômicos e políticos, mudanças nos textos críticos e nas atitudes dos artistas frente à arte e sociedade. Apresenta-se uma genealogia a partir do surgimento de novos paradigmas dentro de uma estética de choque, que vão culminar com campos relacionais e com o educational turn de hoje. Procurou-se entender como as novas vanguardas artísticas, contemporâneas à época, foram sendo colocadas na mostra ao longo das edições e se relacionando com a sociedade, apresentando os desafios da recepção da arte contemporânea na esfera pública.