É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.

É som de preto, de favelado e caso de polícia: a criminalização do Funk e sua correlação com o poder público e a mídia.

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O funk carioca, desde a década de 90, sofre em vários momentos uma forte campanha de
criminalização por parte da mídia, do Estado e de alguns setores da sociedade, e vem sendo
tratado como um problema de segurança pública e não como uma manifestação cultural digna
de livre expressão. Este trabalho objetiva abordar como se deu as diferentes formas de
criminalização do funk carioca a partir nos anos 90 até os dias atuais, com base nas ações do
poder público e da grande mídia apresentando as consequências oriundas da conduta destes
agentes no próprio movimento funk. Em virtude desta marginalização este gênero musical a
todo o momento teve que procurar meios para se defender e permanecer atuante no cenário
cultural. E principalmente esta criminalização do funk, acaba interferindo no pleno exercício
dos direitos culturais desta manifestação, uma vez que algumas ações por parte do Estado
coíbem e dificultam a realização dos bailes em determinados locais e, ainda, tornam crime
uma das vertentes do funk, os chamados “proibidões”, acarretando até em prisões de MCs. E
mesmo depois de ser considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro, o funk
ainda não é discutido como um caso de cultura, mas sim como um caso de polícia.

Políticas Culturais aplicadas nas favelas do Cantagalo e Batan diante da instalação das UPP´s.

Políticas Culturais aplicadas nas favelas do Cantagalo e Batan diante da instalação das UPP´s.

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O presente trabalho pretende abordar as políticas culturais para a juventude nas favelas do Cantagalo/Pavão na Zona sul e Batan na Zona Oeste (ambas situada no Rio de Janeiro) após a implantação das UPPs nesses locais desenvolvendo em primeiro lugar uma recuperação da evolução urbana da cidade do Rio de Janeiro e das favelas demonstrando a hostilidade das elites e do poder às maneiras de morar popular e as contradições entre os diferentes projetos urbanísticos e o descarte desta rica solução de moradia das massas populares. Em segundo lugar analisar como se deu a deflagração do projeto “Agência de Redes para a Juventude” cujo principal objetivo é formar novas lideranças em seis favelas com UPP e ensejar aos jovens entre 18 a 29 anos ferramentas para planejar e moldar o seu futuro como agentes multiplicadores nos seus territórios, através dos projetos de intervenção que terão que desenvolver nas suas comunidades por meio de reuniões realizadas aos sábados com mediadores de cultura e educação nas oficinas de conhecimentos visando desenvolver os temas dos seus projetos como moradores e protagonistas das periferias, segmento que melhor dramatiza a segregação urbana no país, procurou ainda identificar como o problema da periferia vem sendo enfrentados pelas novas políticas públicas que o Estado está programar visando “preparar” a cidade e suas regiões populares para a Copa do mundo de futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.