Z.É. – Zenas Emprovisadas. Reflexões sobre teatro, obra aberta e humor

Tema:
Z.É. – Zenas Emprovisadas. Reflexões sobre teatro, obra aberta e humor
Autor:
Érika Neves Lima De Souza
Orientador:
Prof. Luiz Carlos Mendonça
Instituição:
UFF
Ano:
2011

 

Resumo

Artistas, produtores, gestores culturais: seja qual for seu vínculo com o objeto artístico-cultural, a intenção é difundir a obra e colocá-la em contato com seu “destinatário”, em usufruto pelo público, espectador, usuário, visitante (ou qualquer que seja a pessoa que está “do outro lado” para recebê-la). O desfrute de determinada obra, a apropriação desta por parte do público, pode ser estimulado de diversas formas. No caso da peça “Z.É. – Zenas Emprovisadas”, objeto de análise deste estudo, inclui-se o fato das pessoas participarem diretamente de sua concretização e da peça abordar, através do humor, situações sugeridas e (muitas vezes) vivenciadas por elas. A hipótese é a de que o êxito do fenômeno “Z.É.” se insere numa conjuntura de maior vínculo entre obra e fruidor, relacionada com as transformações na forma de experimentar tempo e espaço, caracterizada pela velocidade e instantaneidade. A metodologia utilizada foi uma reflexão teórica, perpassando questões como: a interação entre obra e público na contemporaneidade; o teatro como a arte da relação; a improvisação teatral; o humor como meio de pensar a vida cotidiana; e também como se estrutura o espetáculo e como se realiza em termos de produção.